10/12/2012 16:35h

1ª Mostra de Linguagens Infantis


Qualidade dos trabalhos surpreendeu o público

A arte e suas variadas expressões como principal ferramenta para o desenvolvimento cognitivo das crianças. A proposta é do Projeto Paralapracá, realizado em Feira de Santana desde o ano 2010. Parte dos trabalhos produzidos pelas crianças nas escolas municipais pode ser vista na 1ª Mostra de Linguagens Infantis de Feira de Santana que está acontecendo até este sábado (15), no Museu de Arte Contemporânea. Na manha de hoje (10), crianças da Escola Municipal José Martins Rios fizeram uma homenagem a Feira de Santana e suas origens.

Ao som de Daniela Mercury e da sua "Santana dos Olhos d´Água", as crianças fizeram uma apresentação que mesclou teatro, dança e performance. O tema remete às origens do município - sua vocação para o comércio e a feira livre, com seus produtos típicos, farinha, feijão e mandioca, entre outros. Caracterizados e cheios de gingado, encantaram uma seleta plateia.

O projeto Paralapracá parte da seleção de eixos temáticos relevantes e o uso de diferentes linguagens, consideradas essenciais e adequadas para a aprendizagem durante a infância. São selecionados considerando a relevância para o desenvolvimento da criança, em sua faixa etária específica. São eles: brincadeira, música, arte, histórias, exploração do mundo e organização do meio ambiente.

A iniciativa é do Instituto C&A e conta com a parceria da Secretaria Municipal de Educação que abraçou o projeto e suas estratégicas metodológicas. Há três anos, estão integrados ao programa 18 escolas que dispõem de classes de educação infantil, atingindo aproximadamente 3 mil crianças. Atuam na execução e coordenação pedagógica mais de 200 professores e vinte coordenadores pedagógicos. A formação e orientação geral é de responsabilidade da ong Avante Educação e Mobilização Social.

OBRAS DE ARTE

Uma série de apresentações artístico-culturais dos alunos vão integrar a mostra até seu último dia. Em paralelo, podem ser visitados até o sábado os diversos quadros confeccionados também pelas crianças das escolas. São releituras de obras de arte de diversos artistas brasileiros e também estrangeiros.

Van Gogh, Portinari, Tarsila do Amaral, Romero Brito e Juraci Dórea, entre outros artistas plásticos, foram homenageados pelas crianças. "Os trabalhos mostram que as nossas crianças têm muita criatividade e potencial. Os quadros deles têm sua própria reinterpretação daquela dada pelos autores das obras originais. Isso é prova de que a arte é uma excelente ferramenta para o desenvolvimento intelectual inclusive em outras áreas do conhecimento", observa o professor Cledson Ponce, mestre em História da Arte e um dos orientadores do projeto.

As crianças-autoras têm entre três e cinco anos de idade. Elas exploraram temas diversos - desde a natureza até as paisagens urbanas. Para a professora Cíntia Falcão, coordenadora do projeto pela Secretaria Municipal de Educação, o resultado do trabalho foi extremamente positivo. "Essa mostra é a expressão de parte dos trabalhos que realizamos nas escolas. Deixa evidenciado o talento, o vigor das crianças e o empenho dos nossos profissionais. Tudo isso junto contribuiu para o sucesso do projeto na rede municipal".

Mônica Sâmia, da ong Avante Educação e Mobilização Social, aprovou os resultados: "A arte é a linguagem que mais possibilita o desenvolvimento do potencial criador da criança, dando-lhe liberdade para criar, sem o tradicional cerceamento do adulto que geralmente conduz todo o processo. Ficamos extremamente felizes com o resultado alcançado aqui em Feira de Santana porque os trabalhos das crianças têm uma qualidade muito boa e não deixa dúvida que superamos nossa expectativa inicial", comemora.

Feira de Santana é o único município baiano a receber o Projeto Paralapracá. No Nordeste todo, cinco municípios participam, sendo eles: Caucaia, no Ceará; Campina Grande, na Paraíba; Teresina, no Piauí e Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco.

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